O Grupo de Scole e seu “Background”

Texto por Luis Sérgio Marota

O grupo (chamado aqui de Grupo de Scole), em torno do qual os fenômenos que compõem este os assuntos deste relatório aconteceram, era formado por quatro pessoas, Robin Foy e sua esposa Sandra e um outro casal de meia idade, que preferem ser conhecidos apenas como Diana e Alan (nomes completos conhecidos para nós), ambos atuam como médiuns de transe. O Grupo se originou das atividades de Robin

Foy, agora quase nos seus sessenta anos, cujo biografia (Foy, 1996), cuidadosamente revisada na JSPR (Barrington, 1996), explica como e por que ele era atraído pela proução das vozes diretas do conhecido médium Leslie Flint (1911-1994), e como ele se  dedicou  qualquer  tempo  livre  do  emprego que  tinha  como  vendedor  de  papéis financeiros,  para  ampliar  sua  experiência  e  estendê-la  a  outras  pessoas.  Ele foi membro  de  vários  grupos  espiritualistas  em  diferentes  lugares  na  Inglaterra.  Foy descreve (p.217) como no dia 21 de abril de 1990, um grupo em que participava em Ilkeston, Derbieshire, ficou surpreso com “uma nova entidade espiritual falou para nós em  voz  independente,  um  Noa  Zerdin”.  Zerdin  pediu  a  eles  que  formassem  uma sociedade  educacional  “para  desenvolvimento,  promoção  e  práticas  seguras  da moderna mediunidade de efeitos físicos, para assegurar sua sobrevivência a fim de que as gerações futuras pudessem testemunhar suas maravilhas por elas próprias. Isso levou Foy, em 1990, a fundar a Sociedade da Arca de Noé – NAS (Noah’s Ark Society), em reconhecimento do nome do comunicante e talvez da significância bíblica da Arca.

A  Nas  (em  inglês)  continuou  a  florescer,  publicando  um  jornal  e  promovendo  a formação de grupos particulares, os quais, dizem, chegavam a um número de mais de 100 em todo o mundo, quando começamos nossos estudos. Nem na época, nem depois, achamos qualquer coisa no históricos dos membros do Grupo que sustentasse dúvidas prévias sobre seus motivos e sua probidade. Já que o que estavam fazendo e alegando estava sendo publicado em seus próprio jornal, O Cientista  Espiritual  (The  Spiritual  Scientist),  além  de  mais  diretamente  para  seus participantes  de grupos na Inglaterra  e no  exterior,  parece provável que quaisquer pruridos  de  suspeição  teria  chegado  até  nós.  O  fato  de  que  era  sabido  que  uma investigação das atividades do Grupo estava em andamento, por membros particulares da SPR e que um de nós tinha sido realmente nomeado, como membro da SPR que acompanhou  o  Grupo  até  a  Califórnia,  para  reuniões lá,  teria  tornado  ainda  mais provável que quaisquer suspeitas tivessem chegado a nós. Além disso, como o líder do Grupo, como figura conhecida nos círculos espiritualistas por muitos anos (embora nem ele nem os membros do grupo fossem espiritualistas), a como o fundador da NAS, Robin Foy tinha alcançado alguma proeminência nacional. Como fica claro em sua autobiografia, sua ambição não foi a de encontrar um culto, mas simplesmente a de encorajar a formação de pequenos grupos particulares, não comerciais, nos quais fenômenos físicos pudessem acontecer, e conversas com Espíritos se realizassem.

Pode-se pensar que o histórico dos membros do Grupo, suas histórias pessoais e seu caráter tenham pouco a ver com um exame objetivo da evidência paranormal. Mas, claro, nossas suspeitas aumentariam se Foy tivesse sido um aprendiz de ilusionista de palco ou tivesse um histórico impressionante de fraudes profissionais, ou houvesse qualquer sugestão de que ele tivesse buscado uma carreira de truques e adquirido a competência de realizá-los. Resumindo, não soubemos de nada que sugerisse que ele, sua esposa ou os dois médiuns sejam o material dos quais ilusionistas ou fraudadores se fazem. (Talvez seja válido ressaltar que um de nós, David Fontana, é psicólogo altamente qualificado, que trabalhou por mais de 30 anos na área de personalidade

Humana e motivação.) Nós, portanto, tivemos que reconhecer que fraude, pelo que pudemos saber, era algo em desacordo com a história conhecida do Grupo e que eles pareciam não ter nenhum motivo para realizar truques generalizados. Alan, o médium, é um carpinteiro e um pequeno agricultor – um homem calmo, aposentado, inteligente e prático.  Ele é responsável pela produção do jornal do Grupo, O Cientista Espiritualista, tendo obtido alguma experiência em design gráfico quando jovem.  Sua esposa, Diana, que é médium desde a infância e trabalha com cura em regime de meio horário, é mais extrovertida, mas estava tão preocupada quanto seu marido no que se referia a se manterem fora do centro das atenções públicas, para que o Grupo pudesse se concentrar no que consideravam ter se tornado sua missão de vida: a evidência do fenômeno e sua realidade e as mensagens dos Espíritos amigos. Os dois médiuns e seus quatro filhos crescidos são conhecidos como amigos e vizinhos de um de nossos membros cientificamente qualificados da SPR, a senhora Beverly Dear, por mais de  vinte anos, e elas nos enviou uma carta calorosamente nos testificando da integridade do casal de médiuns e de seu estilo de vida simples

. Quando nos encontramos com o Grupo pela primeira vez, ele tinha dois outros membros: Ken Britten e Bernette Head. Ken, que sairia do Grupo depois de termos ido a duas sessões, e viajara 170 milhas duas vezes por semana para Scole, durante dois anos, era na ocasião um técnico de manutenção no Stansted Hall, a sede da União Nacional dos Espiritualistas, enquanto Bernette, que normalmente viajava junto com ele e que deixou o Grupo na mesma época, ajudava a administrar um posto de correios local. É pertinente notar que esses ex-membros  do  Grupo,  quando  entrevistados  depois  de se  desligarem  dele, resolutamente testificaram a autenticidade dos fenômenos.  Para os dois médiuns, para Bernette Head e Ken Britten, bem como para os Foys, uma fraude  por  quaisquer  motivos  seria  algo  sem  razão  de  ser  e  uma derrota  sobre  si próprios,  pessoal e  profissionalmente. Por  tudo  o  que  se  via  e  pelos  testemunhos pessoais, parece que eles dedicaram suas vidas a um trabalho que eles acreditam ser tão importante. Logo ficou claro para os investigadores que, longe de os capacitar a ostentar  suas  habilidades  em  enganar  tantos  por  tanto  tempo,  a  exposição  ou  a revelação traria um desastre pessoal e profissionalpara todos os membros do Grupo. Suas vidas e reputações, intimamente ligadas com o fenômeno espiritista, estariam gravemente  comprometidas.  As  pessoas  que  tinham  confiado  em  sua  integridade, admiravam  suas  conquistas  e  se  maravilhavam  com  suas  alegações,  se  sentiriam traídas. A única recompensa seria a censura daqueles que eles teriam iludido. Estas considerações são pertinentes para nosso exame posterior das hipóteses de fraude e em particular no capítulo XV.

Comentário de Kardec

Os Espíritos, que tudo conduzem com grande sabedoria, tiveram a intenção de, preliminarmente, despertar as atenções para a nova ordem de fenômenos e provar a possibilidade da comunicação com os seres do mundo invisível. Espicaçando a curiosidade, alcançaram desentorpecer toda a gente, ao passo que se tivessem apresentado, de início, uma filosofia abstrata, não alcançariam ser compreendidos senão por um pequeno número com o agravante de que a origem dessa filosofia teria sido dificilmente admitida. Optando por um processo gradativo, mostraram o que podiam realizar. Todavia como, em definitivo, as conseqüências morais constituíam sua finalidade essencial, deram às manifestações seu aspecto normal de seriedade quando julgaram suficiente o número de pessoas dispostas a ouvi-los, pouco se inquietando com os recalcitrantes. Quando a ciência espírita estiver solidamente constituída e escoimada de todas as interpretações sistemáticas e errôneas, que caem a cada dia ante o exame sério, eles se ocuparão de estabelece-la em âmbito universal, para isso empregando poderosos meios. Enquanto esperam, semeiam a idéia por todo o mundo, a fim de que, quando o momento estiver chegado, ela encontre, por toda a parte, o terreno preparado. E saberão bem como superar todos os entraves pois, o que podem contra eles e contra a vontade de Deus os obstáculos humanos?

Viagem Espírita 1862 – Impressões Gerais – Allan Kardec

A Importância para a Europa

Cremos que, estando a Europa hoje sob os braços de altos níveis de fundamentalismos, tanto materialistas quanto religiosos, o fenômeno, que democratiza a verdade das revelações, vem ao encontro de todos que anseiam por um direcionamento individual e, por consequência, uma ordem mundial na direção do Espírito.

Kardec diz: “O Espiritismo é o mais terrível antagonista do materialismo. Não é, pois, de admirar que tenha por adversários os materialistas.”

Veja também:

Estudando o The Afterlife Investigations

 

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